Método K: o direito à leitura literária
APRESENTAÇÃO
É com imensa satisfação e alegria que apresento, o fruto de muitos anos de trabalho, reflexões e pesquisa em sala de aula sobre o ensino de literatura. O primeiro livro do Método K. Ele já foi uma ideia, depois virou sonho, passou a ser projeto, foi escrito e ficou algum tempo na gaveta e agora vê a luz do dia.
O Método K nasceu de uma inquietação, que começou em 2005, com a professora Drª. Gisela Maria de Lima Braga Penha. Não há como falar do Método sem falar dela, visto que a criação dele é entrelaçado com a trajetória de pesquisa e docência da professora.
Ao olhar para o ensino de literatura, a professora observou alguns problemas que perduram nas salas de aulas como: usar a literatura para estudar gramática, trabalhar apenas a vida do autor e o contexto histórico, entre outros, que explicitamos na parte I deste livro.
O fato é que esses problemas, que estão detalhados no primeiro capítulo deste livro, impedem um ensino de literatura voltado efetivamente para a leitura literária. A professora Gisela, ao se debruçar sobre essas problemáticas, constatou que muitos professores, ao ministrarem aulas de literatura na Educação Básica, deixem de lado a Teoria literária, principal pilar para um ensino de literatura que realmente trabalhe com a matéria prima literária, a linguagem.
Seguindo a sua trajetória, Gisela criou o que seria o primeiro embrião do Método K, um projeto intitulado: A teoria literária em sala de aula, projeto que em 2009 levou a professora a ocupar o cargo de professora visitante na UFAC- Universidade Federal do Acre e, um ano depois, de professora efetiva da mesma instituição.
A UFAC foi o ambiente propício para incubação dessa ideia. O projeto intitulado: “A teoria literária em sala de aula” ganhou ainda mais escopo e forma dentro de programas de iniciação à docência como o PIBID, o Residência Pedagógica e Profletras.
Nesses programas são feitas pesquisas e o nosso laboratório é a sala de aula. Foi ali, em meio aos dilemas da docência e dos desafios que todo aluno e aspirante a professor, que é o caso de todo pibidiano, que vi a teoria literária servir de sustentação para que o texto literário brilhasse aos olhos de crianças e adolescente. Sim, eis aqui a semiologia, mas agora na sala de aula da educação básica.
A invasão da catedral já tinha sido feita. Após alguns anos de pesquisa, aquele embrião, que começou com uma inquietação em 2005, agora tinha virado uma metodologia e ganhado nome: o Método K.
E esse método deu tão certo na realidade da sala de aula que é por isso, que você, leitor me lê neste momento. Sou uma das professoras moldadas através dessa metodologia. A minha trajetória com o Método K começou, felizmente, na graduação, quando tive acesso ao Pibid e ao Método K, e lá aprendi que é possível sim o aluno gostar, identificar e aprender com a leitura literária. E não, ela não é um privilégio para poucos escolhidos.
Por este motivo, escrevo esta apresentação com muita alegria e satisfação, pois compartilhamos alguns trabalhos frutos de pesquisa de vários alunos tanto da graduação quanto da Pós-graduação. Com propostas de leitura literária para Educação Básica a parte II deste livro está repleta de propostas práticas para trabalharmos a literatura em sala de aula sem perder o “sabor”.
E sobre as nossas várias inquietações: que elas continuem em todos os professores que queiram, assim como a professora Gisela, repensar o ensino de literatura em sala de aula ou seja ele qual for. No mais, não poderia terminar esse texto de outra maneira: “sinto todo meu corpo deitado na realidade, ensino literatura e sou feliz”.
Boa leitura!
Marina de Lima Braga Penha.
Marina de Lima Braga Penha
Débora de Lima Braga Penha
Gisela Maria da Lima Braga Penha
